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Sal: um “vilão” que deve conhecer melhor

Sal

Está documentada a utilização do sal desde há 2500 anos A.C., na China. Contudo, também os Egípcios utilizavam o sal na mumificação e os romanos como forma de pagamento, o “salarium argentum” (origem da palavra salário). Sem dúvida que a importância do sal na história do mundo não pode ser ignorada, quer como um dos mais antigos temperos, quer como importante método de conservação.

Por norma, quando se fala em sal estamo-nos a referir ao sal de cozinha, mineral constituído por dois elementos, o cloro e o sódio, que dão origem ao cloreto de sódio. No entanto, o sal não é todo igual, por isso iremos falar sobre o que distingue os tipos de sal mais comuns na mesa dos portugueses:

Sal refinado – este tipo de sal sofre um processo de refinamento que leva à perda de muitos nutrientes que naturalmente estão presentes no sal, como é o caso do magnésio, enxofre, cálcio, iodo, entre outros; além de lhe serem adicionados aditivos como os iodetos e agentes anti-aglomerantes.

Sal Marinho (não refinado) – não sofre qualquer tipo de processamento e é obtido por evaporação da água do mar. Possui nutrientes como iodo, magnésio, cálcio, sódio (teor inferior ao do sal refinado), enxofre, zinco, ferro, fósforo, potássio, selénio, entre outros.

Flor de sal – consiste num aglomerado de cristais que se forma na superfície da água do mar das salinas, que depois são retirados de forma inteiramente artesanal. É um tipo de sal natural que não sofre qualquer processo industrial, contendo diversos minerais, nutrientes e cujos microcristais facilitam a digestão. Plâncton, cálcio, magnésio, zinco, cobre, molibdénio, iodo e enxofre são alguns dos componentes nutricionais encontrados neste tipo de sal.

Sal Rosa – é considerado o mais antigo e puro sal marinho, tendo origem nos Himalaias. Contém quase menos de metade do sódio encontrado no sal comum além de ser rico em nutrientes, como cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. A cor rosa deve-se à presença de ferro e manganésio.

O sal tornou-se num “vilão” devido ás consequências que o seu consumo excessivo tem para a saúde, mais precisamente o consumo de um dos seus elementos, o sódio. O sódio é um nutriente essencial ao funcionamento do organismo e que os alimentos já têm naturalmente na sua composição, mas que a indústria alimentar tem vindo a adicionar nos mais diversos tipos de alimentos. Quando consumido em excesso tem efeitos adversos para a saúde, como o de aumentar a tensão arterial e consequentemente aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) o consumo de sal, para um adulto, deve ser de 5g por dia (1 colher rasa) e 3g para as crianças. Em Portugal, o consumo de sal é em média 10,7g por dia – o dobro do recomendado.

É extremamente fácil ultrapassar este valor de 5g e por isso deixamos três recomendações, que vale sempre a pena relembrar, e que irão fazer uma grande diferença:
• Tente ir reduzindo, progressivamente, a quantidade de sal que adiciona aos seus cozinhados recorrendo ao uso de especiarias e ervas aromáticas;
• Leia os rótulos com atenção, estando atentos a palavras como: teor de sal, sódio, cloreto de sódio, Na (símbolo químico do sódio), glutamato monossódico, bicarbonato de sódio, bissulfato de sódio, fosfato dissodico, hidróxido de sódio e propionato de sódio.
• Compare sempre o teor em sódio, referido no rótulo, entre o mesmo alimento de diferentes marcas, dando preferência ao menor. Evite assim fazer escolhas por impulso ou por hábito!

Faça escolhas mais conscientes e ganhe saúde!!!

Sabia que…

Segundo a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, se uma pessoa reduzir cerca de 2g de sal (0,8g de sódio) da sua alimentação diária, a taxa de AVC cairia cerca de 30-40% nos cinco anos seguintes.

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