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Um café e um Pastel de Nata, se faz favor!

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Para dar inicio a uma nova semana, nada como novidades fresquinhas!
Esta semana começamos deliciosamente com o Pastel de Nata, aquele que todos adoramos e que detestamos partilhar… Eu quero um, só para mim!
Mas isso não é novidade…
Novidade é que, a partir desta semana, o Saliva vai ter novos contribuidores…quer espreitar quem são aqui?!
Lançámos o desafio, aos nossos novos contribuidores, de escrever um saboroso texto sobre o Pastel de Nata…e quase todos eles chegaram à mesma conclusão. Um pastel de nata sabe bem a qualquer hora em qualquer lugar. E se for acompanhado de um café, o momento não poderia ser mais perfeito!
Ora deliciem-se…

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Pastel de Nata
por Susana Ferreira
A instituição que já é um dos mais queridos e representativos doces portugueses, deveria exigir que se o comesse sempre com uma base folhada bem leve e estaladiça, um creme controladamente fluido e repleto de sabor, uma película cromaticamente perfeita e com uma boa pitadinha de canela a rematar. Ainda que este último ponto não reúna unanimidade, entendo que lhe dá sempre mais alma.

Claro que falo do Pastel de Nata, também Pastel de Belém, ou simplesmente Nata, o bolo que se costuma pedir mais clarinho ou queimadinho, mediante o gosto.

É dos poucos pastéis (eventualmente o único?!) que alguns apaixonados insistem em devorar à colher e por partes. Porquê? Não sei! Trincar e sentir na boca a massa da base a fundir-se com o delicioso creme parece-me das melhores sensações quando saboreamos esta pequena maravilha, já impossível de dissociar da imagem que as nossas montras pasteleiras diariamente nos oferecem.

Perfeitos para acompanhar o café, venham de Belém ou de outro recanto português, que venham bons, firmes mas a desfazer-se a cada trinca, e fiéis ao papel de símbolo nacional que há muito adquiriram.

Uma nata e um café, “faxavor”!”

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Pastel de Nata por Catarina Guerra
O que posso eu dizer sobre o pastel de nata que ainda não tenha sido dito…
Provavelmente nada…

Falar sobre a história do seu aparecimento?
Que foi considerado uma das 7 maravilhas gastronómicas nacionais?
Que um português que se preze come pelo menos um por dia, acompanhado do seu café?
Que é a 15ª melhor coisa a comer no mundo, segundo o jornal The Guardian?
Que é marca registada?
Que é capaz de por milhares de pessoas em fila, para provar essa iguaria quando vêm visitar Belém?
Que essa mesma iguaria, de tão apreciada que é, há nos mais diversos locais, desde o simples café de bairro até ao mais prestigiado restaurante da capital?
Que existe nas mais diversas formas e feitios? Com chocolate, tartes, gelados, shots e até canções!
Do aroma que emana de qualquer pastelaria que os tenha acabado de fazer?
Da forma como é degustado? Com uma colher? De uma só dentada? Com ou sem canela?
Da sua internacionalidade?
Em como consegue marcar tão bem a nossa nacionalidade?
Enfim…
Não me faltariam temas para aprofundar…
Mas de todos aquele que mais me posso orgulhar, é de como o NOSSO, tão pequenino doce, consegue por meio mundo a salivar!!!

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Pastel de Nata por Pedro Sommer
Desde os tempos do Ministro Álvaro, que o pastel de nata, anda na boca do mundo, literalmente!
Símbolo nacional, que bate vendas nos países asiáticos e que vende milhões de unidades em cadeias como a Nando´s ou KFC. Diz-se ter nascido por terras alentejanas, no século XIX, tendo sofrido alterações até à receita que hoje conhecemos, com o leite a substituir as natas, por exemplo.
Um pastel de nata quer-se com uma massa folhada bem estaladiça, com várias camadas e que com uma dentada se estilhace em pedaços.
Uma boa massa estala com facilidade, não amolece com o passar das horas ou apenas porque arrefeceu.
Já o recheio deve ser bem cremoso e consistente, mas não ao ponto de se sentir enfarinhado.
Também o sabor do limão deve-se sentir, mas leve, para não se sobrepor num todo, como regularmente encontramos.
O “manual” do pastel de nata exige que este deve ser observado em primeiro lugar, ver a sua cor dourada, depois devemos pegar, apertar ligeiramente e trincar de modo a sentir a sua massa a estalar.
Para terminar devemos avançar até ao recheio e sentir toda a envolvência, com ou sem canela, se possível, acompanhado por um café!

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Pastel de Nata por Rafaela Avidago
Quando pensamos em pastel de nata, quase inconscientemente pensamos em ‘Pasteis de Belém’ (quem nunca?!). Pois bem, a verdade é que não é só em Belém que se fazem os melhores pastéis de nata.
A semana passada fui até  à Feira dos Doces Conventuais em Alcobaça, e como grande apreciadora de doces e docinhos que sou, não resisti a provar alguns.
Chamou-me a atenção uma barraquinha que vendia pastéis de nata, por ter uma decoração muito caseira, com azulejos pintados à mão. Pedi um pastel de nata e assim que o provei, pensei ‘Afinal há pastéis de nata para além de Belém!’.
O meu palato ficou preso aquele sabor. Para além de virem mornos (bem como se querem!) a massa tem uma textura estaladiça que se envolve na boca, misturando se facilmente com o creme. O creme tem um sabor rebelde mas sem perder a postura, o travo a limão combina super bem com a canela, dando lhe um toque de irreverência e de frescura.
A consistência era perfeita, sem se desfazer assim que o levamos à boca, permitindo-nos desfrutar do momento e claro, pedir uma dúzia de ‘natas’ para levar: uns para o caminho, outros para a família e para os colegas de trabalho!

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Ó pastel, era uma nata, se faz favor por Bruno Rodrigues
Haverá algo mais português que o pastel de nata?
Os duros guerreiros da cozinha defendem que o centro da bandeira portuguesa não é uma esfera armilar e um escudo, mas sim, um belo pastel com aquele recheio que todos adoramos.
A nomenclatura é variada, mas no Norte simplificamos, chamamos-lhe uma nata, pois pastel é o empregado brincalhão que usa sempre a mesma piada depois de fazermos o nosso pedido, “Queria? Já não quer é?”. Mas vamos ao que interessa. Quentes? Sim, mas não demasiado para não queimar o céu da boca. Açúcar e canela? Porque não, aroma a mais nunca fez mal a ninguém. Massa estaladiça? Isso nem se pergunta… Para acompanhar? Um café, se faz favor, de chávena escaldada, e não se esqueça da colher, gostamos todos de ser gulosos e roubar umas colheradas da virtude da dita nata. Se isto tudo despertou aquela vontadinha incontrolável, em terras Bracarenses aconselho a Nata Lisboa para natinhas sempre quentinhas. Se quiser aventurar-se, existem sempre as natas com chocolate ou com amêndoas da Casa das Natas. Já aquele ministro Álvaro sabia da importância deste pequeno pastel, mas eu cá prefiro que seja um segredo só nosso, para estes dias friorentos.

Fotografia e Styling: Cristina Vaz

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