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Queijadaria

Queijadaria

Não sei se já repararam, mas Lisboa está mais doce desde que, em Janeiro, abriu a nova Queijadaria de Lisboa na Rua Pascoal de Melo, muito perto do Largo da Estefânia.

Maria Rodrigues, a responsável do espaço, cresceu em Grândola mas veio para Lisboa estudar e trabalhar durante algum tempo na área da comunicação. Acabou por regressar a Grândola onde resolveu recuperar um dos cafés históricos da vila e foi aí que nasceu a ideia de trabalhar este doce tão típico nas pastelarias de todo o país, a queijada, dando-lhe novas roupagens e sabores. O sucesso das novas queijadas acabou por motivá-la a regressar à capital para abrir um espaço que faz deste bolo o seu ex-libris.

Há mais de 10 variedades diferentes de queijadas doces na ementa da Queijadaria. Todas as receitas são desenvolvidas pela Maria e testadas antes de fazerem o seu caminho até à cozinha da Queijadaria e daí para os tabuleiros expostos na vitrine. A massa quebrada é feita de raiz e o recheio das várias variedades tem uma base comum, o requeijão de ovelha, neste caso da zona de Azeitão. Por dia são feitas e vendidas cerca de 300 queijadas.

Ao fim de apenas dois meses de funcionamento já há bestsellers destacados: as queijadas de doce de leite, de nutella e de frutos vermelhos. Para além destas três, também provámos a de doce de abóbora com noz e adorámos todas! Massa fina e estaladiça, recheio doce quanto baste, vê-se e sente-se no sabor que se trata de um bolo caseiro, feito com muito amor e dedicação.

A ementa inclui igualmente outras propostas tentadoras – como queijadas de Oreo, fios de ovos, pêssego, manteiga de amendoim, café ou, claro a simples queijada de requeijão só – mas todos os meses há algo de novo. O mês de fevereiro viu nascer uma queijada de maçã com canela e a oferta estendeu-se às queijadas salgadas (queijada de bacon, parmesão e alho francês soa tão bem, não soa?). Por encomenda, podem ter uma versão XL destas queijadas deliciosas.

É ainda possível aproveitar este espaço para fazer uma refeição mais leve (há saladas, sopa, hambúrguer vegetariano ou sandes de cordon bleu, por exemplo) e ao sábado há um brunch, servido entre as 10h e as 16h, que inclui dois sumos do dia, dois croissants, duas variedades de pão, queijo, fiambre, manteiga, compota, requeijão, salada mista, duas queijadas e duas bebidas quentes.

Há espaços em que os adjetivos mal chegam para caraterizar a decoração ou o empratamento, os olhos também comem, é verdade. Mas, um dos sentidos mais importantes quando se trata de comida é o olfato e não há fotografia nem palavras que possam descrever com precisão o facto mais extraordinário que se nota quando se entra na Queijadaria de Lisboa, que é o aroma. Antes de ver uma única queijada, já estávamos a antecipar o momento e a salivar. É um aroma doce, quente e envolvente; e a única maneira de perceberem o que estamos a dizer é mesmo visitarem a Queijadaria. Vale a pena!

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