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A Maria não deixa

Seja em tom de uma boa desculpa, aprovação de prestígio ou valor matrimonial, as Marias têm alma de patroas, dão conta dos recados e cuidam da família. As Marias no número 28 da Rua da Boavista, perto do Cais do Sodré, são várias e dão nome a cocktails, bons petiscos e gulosas sobremesas. Foi assim que seis amigos se juntaram e criaram um conceito, o restaurante “A Maria não deixa”. Grandes petiscadas, animadas conversas, mesas com tampo de pedra bem compostas e recheadas de iguarias.

O espaço é amplo e bem iluminado, à entrada um extenso mural ilustrado pelo artista Jorge Mateus faz referencia a um Portugal “petisqueiro” onde as regiões se tocam pelas barrigas. De norte a sul do país desenham-se planícies e vales, burros e porcos vagueando no pasto, varinas e bacalhaus de cores vivas, num atraente espectro de luz que tão bem representa as características do país.

Aqui as doses são pequenas e acessíveis, é para ir experimentando. Começamos pelas entradas, continuamos nos petiscos, fazemo-nos acompanhar por bom pão, cerveja ou vinho e terminamos  nas sobremesas. A ementa vai variando, Portugal é muito vasto nos seus produtos e receitas, há que respeitar os ingredientes da época, seguir tradições, trazer novidades e ir criando admiráveis apetites.

Ao cocktail de boas-vindas com ginjinha e manjericão seguem-se os croquetes, há de alheira, atum ou vegetariano. Escusa de deitar o olho aos croquetes do vizinho, o melhor é mesmo provar ou ficará arrependido.
Deliciamo-nos ao saborear o folhado de morcela, o choco frito com maionese de alho e a bem temperada saladinha de polvo. Directos à “prata da casa”, a bochecha de porco muito tenra e bem temperada, a batata-doce finamente cortada e frita, o pãozinho que nada deixa escapar. Os deliciosos ovos mexidos com farinheira que se fazem acompanhar pelas migas, a salada mista ou pelo folhado de vegetais.
Os doces são tradicionais e caseiros. Lançamo-nos ao aromático leite-creme suavemente queimado na hora com travo a limão e ao doce da casa, uma deliciosa sobremesa conventual de consistência especial.

“A Maria não deixa” abre as portas das 12:00 às 2:00h, não se atrapalhe com horários rígidos e com nomes de tradicionais refeições, nesta casa qualquer hora é hora de petisco.
Nos dias de futebol, coloque o cachecol, traga os seus amigos e aproveite os menus de grupo.
Mesmo que o seu clube ganhe o jogo, aqui a refeição é sempre a vencedora.

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Marianaodeixa1

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