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Estória

Estoria

Todos nós crescemos a ouvir histórias, nomeadamente as histórias de príncipes e princesas, onde havia sempre um majestoso palácio para onde eles iam viver e ser felizes para sempre, ficando sempre em aberto o significado do “ser feliz para sempre”, como se ficasse ao nosso critério!

O Chef Vitor Areias decidiu ser feliz num palácio, outrora pertencente ao Marquês de Pombal, em Oeiras, mais precisamente na Cruz Quebrada. Neste palácio, que apelidou de Estória, é feliz ao dar largas à imaginação, inspirando-se no que a natureza lhe oferece e a criar pratos magníficos, presenteando os seus clientes com uma oferta variada de dia para dia, sempre em consonância com os alimentos que cada estação do ano nos traz. Fica a certeza de que aqui, a história nunca será a mesma!

O conselho que vos dou, ao visitarem o Estória, é optar pelo menu de degustação, uma vez que somos brindados com cinco pratos absolutamente arrebatadores, em vez de nos ficarmos apenas por um e chorar por mais. Depois não digam que não avisei!

O começo da história dá-se com um couvert composto por um cesto de pão, fresco e feito no próprio restaurante, com acompanhamentos pouco típicos, como uma pasta de feijão preto e outra de tremoço que, confesso, fizeram com que acabasse com o pão que havia no cesto. Quando menos esperei, serviram um aperitivo que me transportou logo para um jardim… Era uma salada de nêsperas coberta delicadamente com fatias de queijo fresco de ovelha e flores comestíveis lindas de morrer. A combinação de sabores era tão fresca e ao mesmo tempo tão calorosa que fez com que não tivesse pena de arruinar o jardim!

Para entrada, o chef escolheu aquilo a que chamou de ovo estrelado com túberas e espargos. Não, o ovo não estava estrelado mas, ao mesmo tempo, estava. Apresentou-se com uma bola, frita, na qual por dentro se encontrava um ovo, com a clara cozinhada e a gema em estado líquido e, mal lhe pus a faca em cima, a gema deslizou pelos espargos…Aqui fiquei derretida, a olhar para o acontecimento.

Seguiram-se dois pratos, um de peixe e outro de carne. O peixe escolhido foi a corvina, que se impôs, fresca e macia, grelhada e combinada com funcho do mar, um sabor que nos leva para perto do oceano.

Para o prato de carne, a galinha do campo destacou-se por ser tenra e suculenta, sendo valorizada pela cherovia caramelizada em mel de alfazema. A acompanhar, couve-flor e um puré de avelã, uma combinação pouco provável, para mim, que me fez parar e degustar muito devagarinho, como se nunca mais fosse ter oportunidade de o fazer.

Para fechar este conto, a minha parte preferida em todas as refeições, a sobremesa. Estava com grandes expectativas, queria um final feliz, e assim aconteceu. Foi apresentada uma maçã escalfada em vinho tinto com uma musse de chocolate, uma combinação de sabores surpreendente e que me deixou derretida, com um quentinho na alma e uma vontade enorme de voltar.

O menu de degustação é, sem dúvida, uma boa aposta e podem viver esta história apenas por 35€, num lugar mágico e reconfortante.

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